segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Record faz montagem com imagem contra o Benfica

Não gosto de teorias da conspiração e por norma, não acredito. Acho que quem lá anda, saberá muito mais coisas e terá maior capacidade de se proteger dessas coisas do que o comum dos adeptos.

Partindo desta boa-fé, pergunto-me por que razão é que um jornal como o Record fará uma montagem de uma imagem de forma a prejudicar o Benfica? O autor da análise é o ex-árbitro Marco Ferreira.

imagem retirada do vídeo resumo do jogo da SportTv

imagem do jornal Record

Porque é que apagaram o jogador do Boavista? Eticamente isto não dá direito a cartão vermelho ao jornalista responsável pela peça?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Efeitos da Taça da Liga

Os efeitos da Taça da Liga são muito maiores do que aqueles que à partida seria de supor.
Isto acontece, entre outros, porque ocorre ao mesmo tempo que a mensagem de que "o Benfica está a ser beneficiado pela arbitragem e nós prejudicados" já deixou de colher adeptos, a não ser aqueles que se mantém com palas ou são simplesmente mentecaptos - e que como se sabe, há-os em todo o lado, uma vez que a ignorância prolifera como o maior dos vírus.

Claro que a jornada anterior em que FCP e SCP foram beneficiados pelas arbitragens ajudou muita gente a abrir os olhos, uma vez que os fez olharem para os jogos anteriores do Benfica e perceberem que afinal o clube da Luz tem vindo a ser prejudicado, simplesmente tem é ganho os seus jogos de forma fácil e a maior parte das vezes dilatada.

O Benfica tem ganho os seus jogos quase todos, e ocorrem com maior frequência feriados em Portugal do que jogos em que o SLB perca pontos. Tendo em conta que o Benfica tem passado esta metade da época sem a maioria dos seus jogadores titulares e está em 1º lugar no Campeonato, o quadro não se afigura muito bonito para os seus principais rivais.

É neste contexto que surge a Taça da Liga. Após a eliminação de FCP e SCP, o Benfica tinha uma dificílima deslocação a Guimarães. Uma competição que o Vitória queria muito ganhar, e que se apresentava para o Benfica como a menor das competições em jogo. Jogando com o segundo 11, este era um jogo que colocaria como evidentes as lacunas que o Benfica tem no seu plantel. Pelo menos esta era a expectativa evidente e perfeitamente aceitável de qualquer não adepto do Benfica. Mas não foi isso que aconteceu...

O raciocínio é fácil, válido, mas uma vez que estamos a falar de futebol, não implicativo. Na cabeça de qualquer adepto não benfiquista com dois dedos de testa, uma equipa que é prejudicada pelas arbitragens "como nós", joga a primeira metade da época sem os seus jogadores principais e continua a ganhar os jogos quase todos, vai em 1º a 6 pontos do 2º, quando roda 8 jogadores vai a Guimarães ganhar fácil 2-0...e agora ainda por cima o Lindelof parece que já nem vai embora e já tem o Jonas de volta..."estamos f*d|d*$"... claro que há aqueles que se interessam um pouco mais por futebol propriamente dito,  acabam por assistir aos jogos do Benfica e aí a preocupação sobe ainda mais de tom... "não há hipóteses!"

Tal como disse, o raciocínio é fácil, válido, mas uma vez que estamos a falar de futebol, não implicativo. Em futebol tudo pode acontecer, mas sejamos realistas, não é só a diferença pontual que é assinalável, é sobretudo o futebol jogado que espelha bem as diferenças. Quando o 2º onze de uma equipa joga muito melhor do que o 1º onze das outras, então o Rui Veloso não se aplica a este caso e o que as separa é muito mais do que aquilo que as une.

Concentração e foco total no próximo jogo é o que se exige e o garante de que se o fizermos sempre, estaremos sempre mais próximos de tornar o raciocínio anteriormente explicitado como implicativo, uma vez que a única coisa certa, é que os das palas continuarão sempre implicativos a marrar contra as paredes. Quem as não tem, já percebeu que a única maneira de ganhar ao Benfica é falar menos e fazer mais, é mostrar mais competência. E isso, é aquilo que não tem faltado a toda a estrutura do Sport Lisboa e Benfica. Até na Taça da Liga...



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Jogadores com pausa

É aqui que me parece estar o sucesso do jogo de domingo. A colocação em campo de jogadores com pausa poderá conceder ao Benfica uma maior posse de bola e uma consequente tranquilidade que permitirá um maior controlo do jogo.
Quem são estes jogadores? Jogadores como Danilo, Rafa, Carrilo, Jonas e Mitroglou por exemplo (dos que estão disponíveis pois claro).
Mitroglou seria sempre titular para mim neste jogo; Rafa tem que substituir Sálvio e fazer Cervi derivar para a direita para procurar o jogo interior (não assumindo tantas vezes a vertigem da linha final); Jonas se estiver bem (ou aguentar 60 minutos...), é ele e mais 10; Danilo implicaria a saída de Cervi e a descaída de Pizzi para a direita. Carrilo pode ser importante para entrar até como factor psicológico. No meio disto tudo, não se podem efetuar tantas alterações, mas pelo menos a saída de Sálvio e Raul era uma aposta clara minha.
Adicionalmente, a deslocação de Nélson Semedo para a esquerda poderá ser duplamente vantajosa: NS será muito melhor no 1x1 frente a Gelson e André Almeida é melhor (não muito mas...) no controlo do espaço em bolas aéreas - sendo que Nélson também joga o suficiente com o pé esquerdo para subir no terreno e procuraria ainda mais os movimentos interiores que faz tão bem.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Entre as 16 melhores da Europa

Ontem conseguimos atingir o objetivo da época no que diz respeito à Liga dos Campeões. O jogo poderia e deveria ter corrido muito melhor, mas tal como tinha dito aquando do sorteio, o Nápoles dá 10-0 em termos de qualidade individual e a nível tático (comparado com o Benfica q se apresentou nos 2 jogos). 

No jogo de ontem RVitória cometeu alguns erros fulcrais. O maior deles terá sido a superior preocupação individual que Fejsa teve com Hamsik. Num meio campo a 2, obrigar um desses jogadores a uma quase marcação individual é suicídio. Bastou a Hamsik estar do lado contrário à bola para criar superioridade numérica no lado da bola, uma vez que obrigava Fejsa a estar preocupado com ele ao invés da bola.



Outro dos erros foi não conseguir impedir a 1ª fase de construção do Nápoles. Com superioridade numérica clara nesta fase (mínimo de 3+GR contra Raul e Guedes), ao invés de garantir uma contenção mais pacífica na bola e uma cobertura mais eficaz impedindo a construção a partir do MC defensivo do Nápoles, o SLB colocava à vez Guedes ou Raul no central do seu lado que estivesse com bola mas o outro jogador não fazia a devida cobertura, permitindo quase sempre o sair a jogar pelo centro através do médio-defensivo. Se nos lembrarmos do ponto anterior que nos explica onde estaria Fejsa, percebemos como é que o Nápoles conseguia construir pelo meio e porque é que a defesa do SLB era constantemente desposicionada - deparava-se com jogadores do Nápoles a receberem entre-linhas, obrigando um defesa do SLB a sair ao jogador com bola para impedir de virar (tal como aconteceu no 1º golo).
Nesta situação a colocação interior dos extremos teria sido uma possível solução, mas que não aconteceu porque Sálvio estava a fingir que estava a defender, recuando muitas vezes para o lado (!) de Nélson Semedo, fazendo uma linha de 5 defesas, mas onde sempre que o perigo lá chegava, Sálvio era quase sempre batido.

O Nápoles soube sempre priveligiar a zona central para atacar, servindo-se muito bem das laterais para atrair e criar espaço no meio, como comprova o 2º golo.


Com bola, o Benfica teve inúmeras dificuldades pois o Nápoles não cai em referências individuais e mantém a sua defesa zonal e de coberturas sucessivas. Para além disso, e creio ser esse o principal problema para domingo, o Benfica tem demasiados jogadores de transição e poucos de pausa. Os 4 da frente do jogo de ontem são todos jogadores sem capacidade de retenção de bola, uma vez que quando a têm é para causar desequilíbrios. Contra equipas bem posicionadas defensivamente e com coberturas defensivas como é o caso do Nápoles, podes passar 1, 2, mas muito dificilmente passarás todos. É necessário desposicionar a defensiva contrária antes de a atacar (tal como o Nápoles fez contra o Benfica).
Para domingo seria muito bom já ter o regresso dos lesionados Grimaldo e Jonas, bem como promover a titularidade de Jardel (por Luisão que me parece estar a precisar de descansar), Rafa (por quem quiser, mas eu tiraria Sálvio colocando Rafa na esquerda e Cervi na direita) e Mitroglou (por Raul). Esta equipa seria uma equipa com uma capacidade de construção muito superior (garantindo maior posse de bola e aparentando um meio-campo mais preenchido) já para não falar no diferencial de massa encefálica que se faria sentir. Claro que Jonas muito provavelmente não estará pronto para jogar e Grimaldo ainda deverá estar lesionado; no entanto, a ideia que quero deixar é apenas a de que contra equipas melhores, jogadores com uma melhor capacidade de decisão farão muita diferença.
Perderíamos obviamente na transição defensiva mas ganharíamos muito em posse de bola e ataque organizado.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Adoro gajos inteligentes

Adoro gajos inteligentes, e como o Oliver é um gajo inteligente, neste caso limito-me a dizer:
"Os teus desejos são ordens!"



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Pizzi, o inventor

Há jogadores que não criam unanimidade de opiniões entre os adeptos, essencialmente porque há diversas formas de ver o jogo. Um desses jogadores é Pizzi. Acusado pelos críticos de errar muitos passes, é um dos jogadores do SLBenfica que mais gosto, e um dos principais responsáveis pela mudança de jogar que se deu na época passada. Elemento chave e titularíssimo para mim em todos os jogos, seja no meio ou numa ala.

Ontem Pizzi fez mais um grande jogo e foi elemento vital na conquista da vitória. O que mais me fascina em Pizzi é a sua inteligência na procura de aproximar a equipa do êxito. Não procura o protagonismo para si, procura apenas aproximar o coletivo do sucesso.

Pizzi não arrisca nas zonas de construção, apenas nas zonas de criação. Ou seja, quando Pizzi falha um passe (e sim, continua a falhar muitos) não coloca em perigo a equipa. Já quando esse passe entra, aproxima em muito a equipa do sucesso.

Para perceber que Pizzi afinal é um ótimo jogador não será preciso muito, bastará apenas perceber que Pizzi é um criador de situações de finalização por inerência. Vê o que muitos não vêem e consegue passes de rutura que partem por completo uma defesa, ou seja, cria situações de finalização...pasme-se...faz o que é suposto fazer nas diferentes fases do jogo: assegura a posse em construção, cria situações de finalização na criação e ainda consegue finalizar bastante bem na fase de finalização.

Da próxima vez que vir Pizzi errar um passe não exclame apenas "outro passe errado do Pizzi", proponha a si próprio o desafio de pensar "e se o passe entrasse?" Aposto que se seguirá a conclusão de que seria um "granda passe". Pois bem, é aqui que está o mérito de Pizzi. Os passes que erra, são em zonas em que é suposto arriscar, pois o que se ganha se correr bem é muito superior ao que se perde senão correr. Muito raramente erra um passe na fase de construção e tem a inteligência e a criatividade para fazer o que muitos nem sonham pensar na fase de criação.


Ontem com este passe maravilhoso para Sálvio deu início ao 2-0. Onde muitos arriscariam um cruzamento para a área ou algo do género, Pizzi viu a possibilidade de isolar Sálvio. Onde muitos vêem um jogador que erra muitos passes, eu vejo um jogador que inventa passes na procura de criar algo que de outra forma nunca surgiria.

Tem calma Pizzi, o Jonas e o Rafa estão quase a chegar ;)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Jogámos muito contra o Nápoles

O jogo contra o Nápoles de Sarri seria sempre complicado. Quando a isso se junta azar e erros individuais, claro que o resultado final provavelmente não será bonito.
Ao contrário daquilo que o resultado aparenta, do ponto de vista das dinâmicas coletivas o Benfica fez um jogo bastante bom. Tanto defensiva, como ofensivamente.

Ofensivamente estamos limitados pela falta de génios. Tendo isso em consideração, o que o Benfica fez (e tendo em conta que jogámos contra uma equipa de Sarri) foi bastante bom, com boas combinações e jogadas muito interessantes que facilmente podiam ter culminado em golo. Pecámos na finalização e no número de jogadas que fizémos.

Defensivamente todos os golos advém de erros individuais:
1º golo falta de agressividade de Fejsa no ataque à bola. Falha de concentração, nada a corrigir do ponto de vista coletivo.
2º golo perda de bola de Lisandro e consequente falta estúpida do mesmo, uma vez que Lindelof está a acompanhar o avançado de perto. A corrigir coletivamente a necessidade de travar o adversário mais cedo quando há uma perda de bola que possa comprometer - um erro que aliás já se repete.
3º golo de penalty onde o lance que precede a falta de Júlio César é elucidativa da boa dinâmica defensiva que a equipa do Benfica apresenta. A defesa mantém-se junta e alinhada, impedindo o remate e colocando o avançado em fora-de-jogo. Há um ressalto e a bola vai parar ao extremo que aparece isolado (sem ser em frente à baliza) perante um Júlio César que não conseguiu sair a tempo. Azar e mau cálculo do tempo de saída de Júlio César.
4º golo com um mau posicionamento inicial de Nélson Semedo (apesar de ser sempre uma diferença de 2, 3 metros, Nélson Semedo continua a não estar nunca no sítio certo quando a bola é cruzada do lado contrário) e uma saída péssima de Júlio César.


Resumindo, as dinâmicas estão bastante boas, o que falta é qualidade individual que nestes jogos contra grandes equipas acaba sempre por se notar. Lisandro é um destes casos, onde contra equipas melhores fica facilmente exposto.
Ansioso pelo regresso dos lesionados e pelo dia em que o "meu 11" será aquele q o Rui Vitória elegerá para entrar de início. Aí vai haver muito chocolate...