terça-feira, 30 de maio de 2017

A não tanta hegemonia do Sport Lisboa e Benfica

Terminámos a época a comer dobradinha à hora do lanche e debaixo de uma tremenda carga de água. Maior do que a chuvada, só a alegria pela conquista da 26ª Taça de Portugal e o choro de dragartos que ecoava por todo o país - deve ser daí que veio tanta água... já os sportinguistas e portistas souberam reconhecer a superioridade do Sport Lisboa e Benfica e felicitar o #tetracampeão pelo #triplete a que apenas faltou a Taça da Liga.
Para quem ache que o Benfica se encontra num período de hegemonia interna indiscutível, com a conquista de 11 troféus em 16 possíveis, terei que discordar. Apesar dos números o fazerem aparentar, a realidade é que a margem entre o sucesso e insucesso tem sido demasiado reduzida para que possamos falar numa hegemonia comparável à que o FCPorto exerceu na década de 90 por exemplo. Nessa altura, o FCP exerceu sobre todos os outros uma autoridade suprema, arrasando com todos aqueles que o defrontavam. E é aí que o Benfica ainda não está, e é para o aí que terá que tentar caminhar. Não nos deixemos iludir com os títulos já conquistados, pois esses já passaram. Foquemo-nos desde já no futuro e saibamos trabalhar ainda melhor do que temos feito, pois muito melhor que a conquista do #tetracampeonato é a conquista do #penta.
O Benfica ainda não conseguiu ter uma série consecutiva de jogos a ganhar em casa ao FCP e a ir ao Dragão ganhar 1 a cada 2 jogos por exemplo... e isso é fundamental para a criação de uma hegemonia que perdure, o conseguir criar no adversário um sentimento de impotência que reduz em muito as hipóteses deste ter sucesso. O FCP e o SCP têm que saber que vêm à Luz perder, ponto final.
Há muito trabalho para ser feito e caminho para percorrer. É tempo agora de descansar das emoções deste ano, mais uma vez fabuloso, e prepararmo-nos para as batalhas que aí virão, tendo a consciência de que nada será mais fácil apenas porque ganhámos no passado, mas tudo continuará apenas a depender do trabalho que façamos.
Para o ano há mais, é rumo ao #penta!!!!!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

#Tetra

Objetivo cumprido com maior dificuldade do que seria de esperar após a queda do SCP. FCP continuou sempre a mostrar muito pouco para fazer face à maior valia do SLB. A sorte manteve-os na corrida mais tempo do que seria de esperar.
Benfica a fazer também muito menos do que seria de esperar, diria que apenas mostrou 50% do potencial que estes jogadores possuem aos dias de hoje. Éderson, Nélson Semedo, Lindelof, Grimaldo, Fejsa, Pizzi, Rafa, Zivkovic e Jonas são jogadores que poderiam ter levado a equipa para um outro patamar (um patamar que só se viu no jogo do título contra o VitóriaSC por exemplo).

No entanto, ser #tetracampeão com tantas lesões, onde o plantel apenas esteve todo disponível à 32ª ou 33ª jornada é uma conquista digna de todos os louvores. O maior gestor de homens que passou pelo Sport Lisboa e Benfica desde há muitos anos é o principal responsável por esta conquista e que só foi possível pela união que conseguiu transmitir a cada um dos elementos do plantel encarnado.

Se defensivamente RVitória apresentou desde cedo sinais de crescimento evidentes, ofensivamente ainda há muito para trabalhar. Raúl veio trazer uma dinâmica que aproxima mais o Benfica do pretendido (maior dinâmica e trocas posicionais que aconteciam por ex. com Guedes) onde também ajudou a subida de forma de Jonas. O caminho é o correto, mas devido às muitas lesões e ao elevado número de jogos, talvez não se tenha conseguido atingir os patamares pretendidos. Para o ano há que juntar aos resultados as exibições, pois só assim se conseguirá estar mais perto de atingir os objetivos.

Por agora, está na hora de focar e atingir o segundo objetivo mais importante do ano, a conquista da Taça de Portugal. Após 3 vitórias fáceis frente ao VitóriaSC, há que desconfiar de tudo, pois este jogo poderá não ter nada a ver com os anteriores. O VitóriaSC tem uma excelente equipa e fará possíveis e impossíveis para ganhar este troféu. A única coisa que me deixa mais confiante é o saber que Rui Vitória sempre que vai ao Jamor, ganha o troféu!

Mister, ainda não me esqueci que nos roubou uma Taça de Portugal, está na altura de nos compensar! Se ganhar esta Taça, e após a conquista de 2 campeonatos, quase que o desculpo por tamanha desfeita...vou pensar no seu caso, trate lá de ganhar a Taça ;)

quarta-feira, 8 de março de 2017

BVB - SLB: antevisão

O possível sucesso do SLB nesta eliminatória passa quanto a mim por alguns pontos:

  1. Não perder a bola na 1ª fase de construção
  2. Impedir a superioridade numérica na saída da 1ª fase de construção do BVB
  3. Tentar ganhar a bola na 1ª fase de construção do Borussia


  1. Não perder a bola na 1ª fase de construção
O Borussia faz uma pressão muito alta e mal recupera a bola, lança logo os seus avançados. Esta situação terá que ser evitada a 100%, ou seja, faça-se o que se tiver que fazer para que isso aconteça. Caso seja necessário, bater longo na frente; caso já tenha havido a perda, fazer falta.
Se for necessário abdicar da construção a partir de trás (tal como prevejo que seja nos primeiros 20-25 minutos de jogo), então creio que se deve abdicar. Acima de tudo, é importante reverter este ponto que é para mim o mais forte do Borussia.


     2.  Impedir a superioridade numérica na saída da 1ª fase de construção do BVB

Basicamente, impedir que aconteça o que aconteceu na 1ª parte do jogo da Luz. Muito melhor a equipa na 2ª parte, creio que a solução passará pela mesma opção - 3 médios interiores, saindo cada um à vez ao central mais perto da lateral e tentar asfixiar logo aí o Borussia, obrigando-os a baterem longo.
Tal como na 1ª mão, é vital impedir que um tal de Weigl toque na bola. Diz que até as bolas de râguebi o rapaz consegue colocar redondinhas para os colegas...


     3.  Tentar ganhar a bola na 1ª fase de construção do Borussia

Este será o momento mais indicado para o Benfica poder sair em contra-ataque. Recuperando a bola no início do seu meio-campo (ou mais alta, claro) e com a defesa do Dortmund subida, conseguir criar perigo pela igualdade (ou pouca desigualdade) numérica que provavelmente acontecerá. Para que isto possa acontecer, é vital que ocorram boas decisões, uma vez que não serão muitas as oportunidades que o Benfica terá.

Pelo ponto 1, temos que Luisão terá que jogar e não Jardel (adicionando o facto da liderança e calma que o capitão transmite em momentos de maior intranquilidade) e Eliseu terá que jogar e não André Almeida. A defesa fica então constituída pelo quarteto habitual: Nélson Semedo, Luisão, Lindelof e Eliseu.

Pelo ponto 2 terá que jogar Samaris mais recuado, com Pizzi e Felipe Augusto mais à frente, prontos a pressionar os centrais do Dortmund. Nunca André Almeida (tática e tecnicamente muito inferior a qualquer um dos outros); caso Felipe Augusto não esteja recuperado, André Horta terá fazer o seu lugar. Este trio terá que ter capacidade para ganhando a bola, conseguir retirá-la da zona de pressão e lançar rapidamente o contra-ataque.

Quanto ao ponto 3, impõe-se a entrada de jogadores com critério em posse. Zivkovic, Rafa e Jonas são as opções imediatas para este tipo de jogo mais criterioso. A vantagem de ter Jonas na 2ª mão e deste não ter jogado o 1º jogo poderá ser fulcral, pois é ele o elemento que permitirá que o Benfica consiga ter mais bola e apanhar de surpresa o BVB - o que não aconteceu na 1ª mão. Poderá entrar Raúl (mais velocidade e maior capacidade de pressionar) ou Mitro (mais golo e aproveitamento do momento de forma atual) ao invés de Jonas.

Defender em 4-5-1 ficando 4-4-2 consoante o lado da bola e atacar com uma de duas formas: 
  • Zivkovic e Rafa mais adiantados, com Jonas a baixar para dar linha de passe aos médios após recuperação de bola ou entrelinhas aquando de organização ofensiva. Nesta opção abdica-se da disputa da 1ª bola aérea no jogo direto, preparando a equipa para ganhar a 2ª bola. Teríamos muito mais bola, mas teríamos que jogar menos com bola pelo ar e arriscar mais na fase de construção.
  • Zivkovic e Rafa com Raúl ou Mitro mais adiantados, cabendo a um dos extremos o papel de baixar para dar linha de passe (após recuperação). Em organização, o jogo direto aéreo teria que ser mais privilegiado, com os extremos a terem que tentar receber nas costas da defesa após as bolas aéreas que fossem ganhas pelo ponta-de-lança.
Em organização ofensiva, é o habitual...fingir que se ataca pelo lado esquerdo e meter tudo pela direita, com a vantagem de não se ter lá o Sálvio armado em tótó... Zivkovic e Nélson a tentarem desequilibrar com 1-2, Jonas a pedir entrelinhas e Rafa a explorar a profundidade; com Pizzi, Samaris e Felipe Augusto a terem que reagir muito rápido caso a equipa perca a bola.

Às 19h45 teremos o jogo mais difícil do ano.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Análise SLBenfica - Borussia Dortmund

Resultado final: 1-0. Objetivos cumpridos: não sofremos golos e ainda conseguimos marcar. O jogo acabou por não ser muito diferente do que projetei, sendo que não esperava que o SLBenfica abdicasse de uma das fases do jogo.
Claro que o SLB teve a sorte do jogo, mas a sorte obviamente que não explica tudo.
Posto isto, parece-me que há vários aspetos que merecem ser analisados em pormenor:

Borussia Dortmund

A equipa alemã é de topo mundial, com intervenientes acima da média. Enquanto que alguns jogadores do Benfica necessitavam de dar 2 ou 3 toques só para parar a bola, a equipa do BVB fazia parecer fácil tudo o que fazia...
Defensivamente deixa bastante a desejar (ontem não deu para ver muito este aspeto), razão pela qual sempre considerei primordial não sofrer golos nesta 1ª mão.

Abdicar de uma das fases de jogo

Talvez pelo receio de perder bolas comprometedoras na 1ª fase de construção (como aconteceu logo aos 12 minutos no 1º lance de perigo do BVB), o SLB abdicou completamente de jogar em organização ofensiva. Jogo direto para os avançados logo a partir do GR. Isto mascára um ponto positivo e que foi o facto de defendermos taticamente bem (muito melhor na 2ª parte claro). Como abdicámos desta fase do jogo, tivémos a bola muito pouco tempo, o que fez com o BVB tivesse um nº de ataques elevadíssimo, acabando por criar várias oportunidades. "Tantas vezes o cântaro vai à fonte que acaba por partir" - manter a posse de bola será uma das opções para melhor defender que Rui Vitória terá que começar a ponderar, pois caso contrário, tanto é o tempo que o adversário tem a bola que acabará por criar perigo.

Organização defensiva 1ª parte

O SLB teve uma atitude muito expectante e esteve organizado em 4-4-2 com uma preocupação extrema com Weigl. A linha defensiva estava baixa (principalmente comparada com o que é normal), o que fazia com que a equipa estivesse pouco compacta e não permitia uma fácil compensação entre os jogadores.


Cada vez que o BVB iniciava a construção, bastava mudar o lado da bola uma ou duas vezes que conseguia criar superioridade num corredor. O facto de ser sempre num corredor veio fazer com que não conseguisse criar muitas oportunidades de perigo, uma vez que o BVB joga preferencialmente pelo meio e o SLB conseguiu tapar esses caminhos. Este ultrapassar fácil da 1ª linha do SLB tinha que ser combatido, por ex., pela troca de elementos entre a linha do meio-campo e atacante, coisa que nunca aconteceu e que o SLB nunca procurou.


De notar que o SLB jogou com o facto do BVB não ter centrais que atacassem sempre e de forma agressiva o espaço. Acontecia de vez em quando, mas situações que a defesa acabava por resolver. As situações de perigo do BVB resultaram de erros individuais e não de um mau posicionamento tático de algum dos elementos defensivos do Benfica.


Organização defensiva 2ªparte

Com a entrada de Felipe Augusto, RV pediu à equipa para jogar defensivamente em 4-1-4-1, uma solução que por aqui se defendeu durante o dia de ontem. O facto de Felipe Augusto ter critério em posse trouxe mais qualidade após a recuperação de bola e a sua abnegação maior coesão defensiva.
A jogar em 4-1-4-1 não houve a descida de Mitroglou para a linha média, mas permitia que fosse um dos interiores (Pizzi ou F.Augusto) a sair à bola quando esta fosse para o seu lado, impedindo a fácil construção com superioridade numérica que havia acontecido na 1ª parte, e mantendo a organização num 4-4-2.



O SLB nesta 2ª parte definiu zonas de pressão - o que não tinha acontecido na 1ª parte onde se tinha mantido expectante. Isto permitiu que a equipa quando identificava a altura correta para pressionar conseguisse recuperar algumas bolas - o canto para o golo de Mitro surgiu após uma recuperação de bola após uma correta identificação do momento certo para pressionar.



Tal como na 1ª parte, o manter por pouco tempo a bola permitiu que o BVB dispusesse de demasiadas tentativas para criar perigo, revelando o Benfica muita dificuldade para sair em transição ofensiva pois apenas Mitroglou se mantinha na frente e este teve muita dificuldade em sair a jogar. O Benfica conseguia sair a jogar apenas quando recuperava a bola alta, pois recuperações em zonas baixas acabavam num pontapé para a frente e noutro ataque da equipa alemã.
As situações de perigo criadas por mérito de construção não foram muitas (tendo em conta o valor do Borussia) e o maior perigo surgiu de ressaltos ou bolas paradas. Por mérito de construção, tudo passou pelos pés de Weigl. Se na 1ª parte o SLB o conseguiu anular por completo, na 2ª não o conseguiu fazer tão bem...


Para a 2ª mão

Para a 2ª mão é importante juntar o que de melhor foi feito na 1ª e na 2ª parte e adicionar a fase do jogo que faltou na 1ª mão. O Benfica estará sempre muito mais longe da qualificação se abdicar do seu processo de organização ofensiva.Não há bola, não há palhaços...
As entradas de Jonas e Felipe Augusto poderão ser o grande trunfo, uma vez que o 1º traz um critério e uma classe inegáveis, enquanto que o 2º conseguirá trazer um maior equilíbrio que já se fez sentir na 2ª parte. Zivkovic poderá ser outro nome a ter em conta caso Rafa continue a demorar a desabrochar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Antevisão SLBenfica - Borussia Dortmund

Considero o Borussia Dortmund uma das equipas mais fortes da Europa e das que melhor futebol consegue praticar. Já ouço muitos (especialmente não benfiquistas) a menosprezarem os alemães, principalmente porque perderam por 2-1 contra o último classificado ou foram eliminados da Taça da Alemanha nos penalties frente ao Hertha. Tal como disse na altura em que calharam no grupo do SCP, a equipa portuguesa se quisesse passar teria que discutir a vaga com o Real Madrid e não com o Borussia. Quando focada, o BVB faz jogos estratosféricos e prova disso são os empates com o Real Madrid e a vitória frente ao Bayern Munchen e ao Leipzig. Quando chamada a dizer "presente", os alemães têm-no feito de uma forma inquestionável.

O que difere então da última derrota para um jogo com o Bayern ou Real Madrid? Acima de tudo, a capacidade de concentração. Nos grandes jogos, o foco é muito maior e os jogadores levam a equipa a patamares de excelência; contra equipas pequenas - e talvez devido a terem deixado de acreditar no título alemão - os maus resultados tendem a aparecer mais facilmente.

Para além da abordagem que o Benfica vai fazer do jogo (assumir o jogo ou jogar mais na expetativa), é também muito importante a forma como os alemães vão encarar o Benfica. Se acham que o SLB se aproxima mais de um Darmstadt ou de um Real Madrid.

Caso o BVB consiga explanar o seu futebol, o resultado da eliminatória não será nada bonito pois alguns dos pontos fortes dos alemães (pressão muito forte e alta em transição defensiva ou o explorar da velocidade de Aubameyang na profundidade) vai convergir com alguns dos pontos fracos do SLB (pouca capacidade de sair a jogar a partir de trás com pressão e linha defensiva lenta - principalmente Luisão e Eliseu).

Para o Benfica conseguir surpreender o BVB creio ser essencial a presença de Rafa e Cervi no 11. No meu entender, existem várias opções que poderão trazer sucesso para o SLB: passando pelo normal 4-4-2 ou mesmo pelo 4-3-3 com a entrada de Felipe Augusto (com a equipa a defender em 4-1-4-1). Mas tal como disse, a velocidade e critério de Rafa (principalmente) e Cervi poderão permitir uma postura mais defensiva da equipa da Luz (assumindo a importância de não sofrer golos em casa) com rápidas saídas com critério para o contra-ataque - opção que com Mitro e Jonas fica à partida descartada, obrigando o SLB a assumir o jogo desde o início. Mais importante do que marcar nesta 1ª mão, para o sucesso da eliminatória, creio ser fundamental não sofrer.

Uma última nota para a tardia inscrição de Zivkovic na Champions: dava jeito ter o sérvio agora não dava?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

(Falta de) Capacidade de concentração na adversidade

Antes de mais, é importante fazer o "mea culpa". Também eu teria optado por rodar a equipa e teria colocado em campo aquilo que para mim foi o principal problema: um quarteto defensivo sem ritmo de jogo e sem entrosamento. Continuo a achar que o 11 escalonado seria mais do que suficiente para ganhar o jogo, no entanto, o futebol não é tão certo como uma qualquer equação matemática.
Se no 1º golo a quantidade absurda de ressaltos e a má abordagem do lance por parte de Samaris acabaram por permitir uma transição rápida muito bem executada pelos jogadores do Moreirense, no 2º, apesar de uma falta sobre Eliseu, é também muito grande o mérito do Moreirense. No 3º é Jardel que se perde na condução de bola e depois ninguém optou por uma falta para travar o contra-golpe. Nas transições defensivas estivémos uma lástima, mas muito mérito para Geraldes que conduziu esses lances com um timing e uma capacidade de decisão perfeitos.
Ofensivamente, tendo corrido o jogo mais ou menos mal, teríamos marcado 4 ou 5 golos; como correu do piorio, acabámos por fazer apenas um.

No entanto, o que mais me preocupa é a falta de capacidade de concentração na adversidade. Isto verificou-se nos jogos contra o Nápoles, Besiktas, FCP (não tendo este produzido resultados negativos a este nível por sorte), Boavista e ontem com o Moreirense. Quando qualquer equipa sofre um golo, é normal que nos minutos seguintes esteja mentalmente mais vulnerável e portanto mais passível de sofrer golos. Não é normal que esteja tão vulnerável, principalmente quando se fala de uma equipa profissional e de top.
Em 33 jogos oficiais, o Benfica apresenta 27 golos sofridos, sendo que nos jogos com Nápoles, Besiktas, Boavista e Moreirense sofreu 13 golos, ou seja, praticamente metade dos sofridos durante toda a época até agora. E o mais impressionante é que estes golos foram sofridos em apenas 100 minutos (repartidos respetivamente em 34, 30, 11 e 25 minutos nos 4 jogos atrás referidos).
Para o Benfica atual, mais importante do que tentar marcar mal sofre um golo, é importante assegurar que não sofre outro. Ou seja, o principal problema é mental e é necessário os jogadores terem consciência deste facto. Não adianta tentar fazer tudo depressa e bem quando surge uma adversidade, é necessário garantir primeiro que a adversidade não vai escalar, e portanto, garantir primeiro a organização a partir do qual se poderá tentar inverter o rumo dos acontecimentos.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Final Four da Taça da Liga

Chegados à Final-Four da Taça da Liga é importante ganhar esta competição. Os jogadores não poderão estar a pensar no mercado de Inverno ou no Campeonato e terão que fazer todos os esforços para trazer a Taça para uma casa que ela tão bem conhece.
Creio que será importante para o plantel continuar com a política de rotatividade que esta competição tem permitido. Apesar de me parecer bluff do Inácio ao dizer que não vai jogar com o 11 mais forte, a realidade é que até poderíamos jogar com o "11 mais fraco" que teríamos que ganhar na mesma. Só que isso de "11 mais fraco" neste Benfica não existe...

Para a meia-final começaria com:
Júlio César
André Almeida, Lisandro, Jardel e Eliseu
Célis e Samaris
Sálvio e Carrillo
Cervi e Jiménez

O porquê destas opções:
- rodar a dupla de centrais
- dar minutos a Eliseu e descansar Nélson Semedo
- apesar de achar que Célis não é jogador de futebol, Pizzi tem que descansar e por isso avançava Samaris pra 8 (André Horta lesionado, Danilo dispensado...) e colocava Célis num papel que me parece que não terá que ser muito ativo neste jogo
- continuar a rodar os extremos pois qualidade não falta a nenhum deles (Carrillo já esteve muito melhor no último jogo por ex.)
- Cervi a titular e com carta branca para andar por onde lhe apetecer porque estava a jogar bem mas teve q sair do 11 e este é um jogo que se poderá mostrar onde mais rende (meio)
- Jiménez porque Jovic não quer ser jogador de futebol

Prego a fundo pois o jogo não se irá tornar fácil por si só...temos que ser nós que o temos que tornar fácil! Temos que permitir que o Moreirense possa pensar no próximo jogo do campeonato e o Inácio veja o jogo num qualquer canal pirateado (apesar de dar em canal aberto, aposto que o vício já é tal que até estes ele prefere ver na net...)