quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Uma questão de tempo

Como estou sem tempo para escrever, resta-me apenas aqui deixar a nota que quanto mais o tempo passa, mais eu acho que andamos para trás. Estamos a jogar cada vez pior e o pior de tudo isto é que a forma como os resultados têm sido alcançados reforçam a péssima ideia de jogo do Benfica.
Ex: central sozinho, em vez de progredir vai ter a descida de um dos MC para receber a bola a 3m dele e continuar a jogar. Depois o outro MC está ao lado e sem os laterais a darem profundidade andamos a fazer um jogo sucessivo de 4(extremos e avançados) contra o mundo. Como a bola é sempre colocada num extremo e o extremo do lado contrário não aparece no meio, ficam 3 contra o mundo. Ou seja, o jogo do Benfica resume-se a cruzamentos para 2 gajos na área. Não tivéssemos 2 avançados que jogam muito bem dentro da área (Mitroglou pelo que é e Jonas pelo que lê) e poderíamos ser nós o Chelsea da Liga Portuguesa.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Análise Benfica-Atlético de Madrid

Por norma não consigo rever um jogo que o Benfica perca. No entanto, este foi diferente, uma vez que o que estava em causa era passarmos para os oitavos em 1º ou em 2º - não sendo de todo irrelevante, foi com tranquilidade que assisti ao jogo.
Decidi agora pegar num vídeo de um resumo do jogo e analisá-lo. O vídeo que encontrei e consegui abrir foi este:
http://www.futevideos.com/resumo-benfica-1-2-atletico-madrid-8-dezembro-2015/

Tenho apenas pena que o vídeo não tenha aquela jogada brilhante do Renato Sanches que finta não sei quantos e ganha não sei quantos ressaltos e no final perde a bola. É isto que a malta gosta!! Um gajo que seja burro que nem uma porta mas que lute que nem um touro, mesmo que no final seja inconsequente. Ainda bem que o Renato é muito mais do que aquilo que mostrou naquele lance.

Fica aqui a análise:



Estes erros já vêm sendo repetidos desde o início do ano, por isso não é expectável que desapareçam de um momento para o outro. É triste que se continuem a desconhecer os conceitos de contenção, basculação e compensação ou se prefira marcar o homem em vez de proteger o espaço; ofensivamente se prefira a procura de uma solução individual em vez de procurar a coletiva, o jogo exterior para cruzar em vez da procura das linhas para desequilibrar o adversário e procurar os espaços interiores...
São opções e parece cada vez mais que serão com estas que teremos que procurar o tricampeonato.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Ah e tal não cabe...

Mito
Há um mito que vem sendo propalado ao longo dos tempos e que era comummente aceite há uns anos e que hoje é facilmente desmistificado: "o jogador X não cabe neste modelo de jogo". Se tivermos como premissa que o jogador X é um bom jogador (ou seja, um jogador inteligente) então esta frase não faz o menor sentido. Tenha sido isto provado por Lahm's, Pirlo's, Iniesta's ou mesmo Messi's, a realidade é que um bom jogador joga onde tiver que jogar, pois um jogador inteligente joga o que o jogo lhe dá. A sustentar isto, temos que os princípios defensivos e ofensivos são os mesmos para qualquer posição de campo. Se assim o é, então um jogador inteligente joga "o que o jogo lhe dá" com as funções que o treinador lhe exigir.

Inteligência e bola
Claro que há posições onde um dado jogador rende mais. Quanto mais inteligente - melhor jogador - renderá tanto mais, quantas as vezes que toque na bola. E a bola está na maior parte das vezes no meio. Já um burro com palas e habilidades de circo pode facilmente ser encostado a uma ala que ainda passará para grande parte dos adeptos como um grande jogador - vide Quaresma. Coloquem-no no meio e vai ser o fartote para os adversários...
Esta foi uma das premissas porque aquando da saída de Witsel defendi que tínhamos um jogador no plantel capaz de colmatar essa falha: Enzo Pérez. Porque a inteligência abunda neste jogador e trazê-lo para o meio iria apenas mostrar ainda mais as suas qualidades.

E vais falar de que jogador do Benfica?
Muitos de vocês já terão percebido qual o jogador do Benfica que vou falar em seguida. É aquele jogador que para muitos "não encaixa neste esquema tático" apesar de estarmos "apenas" a falar do jogador mais inteligente a atuar no campeonato português e "deste" esquema tático ser o mesmo do ano passado e que curiosamente lhe permitiu ter a melhor média de golos/jogo do campeonato. Se Jonas não cabe neste Benfica, então ganharemos a Champions facilmente!

A posição é então indiferente?
Claro que não! No caso de Jonas, rende mais atrás de um avançado do que sendo ele esse avançado. Porquê? Porque Jonas segue a regra dos jogadores inteligentes, rendendo tanto mais quanto mais vezes tocar na bola. E pasme-se, rende mais dentro de campo do que no banco! Deixar Jonas no banco por opção sistemática e não pontual é um crime lesa-futebol! Então mas pontualmente Jonas já pode ir para o banco? Claro! Porque está cansado ou porque simplesmente queremos jogar um jogo direto onde Jonas não tocará na bola, sendo que para este caso aceito que esteja no banco para entrar fresco numa altura em que o jogo esteja mais partido e possa fazer a diferença nas transições.

E para logo à noite?
Ganharemos pois claro!! Mas e quanto ao Jonas? Deixá-lo no banco contra a Académica seria "só" estúpido... ah e tal vou guardar os foguetes que acabei de comprar para a passagem de ano do próximo ano porque tenho medo que este ano façam muito barulho...

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Previsão realizada ainda mais cedo

Há uns tempos previ o seguinte:
"Ah, mas para aliviar a coisa aposto que o Renato Sanches até ao jogo com o Setúbal é titular (na verdade acho q o vai ser até antes contra a Académica...)"

E já se cumpriu (em Braga creio que será novamente titular daí estar já a adiantar-me). O que é que isto quer dizer?
a) Que Renato tem qualidade para jogar já no 11 inicial do Benfica porque tem muita qualidade.
b) Que Renato tem qualidade para jogar já no 11 inicial do Benfica porque o 11 é fraco.
c) Que Rui Vitória anda perdido e à procura da mezinha que resulte.
d) Foi pontual, não havia mais ninguém, dentro em breve deixará de ser titular.
e) Simplesmente para RV poder dizer que lançou mais um jovem na Champions.
f) Outra razão

Aguardo pelos vossos comentários porque me parece que poderá aqui ter origem uma discussão que ajude a entender algumas coisas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A obra prima do mestre e a prima do mestre de obras

Há duas variáveis que considero terem mais peso no desempenho de uma equipa de futebol: a qualidade dos jogadores e a qualidade do modelo de jogo (providenciada pelo treinador).
São estas duas variáveis que irão ter o maior peso nos resultados desportivos de uma época. Depois, a questão de ganhar ou não troféus poderá ser influenciada por outras variáveis mais pequenas mas também com o seu peso relativo - as lesões, as arbitragens, o apoio dos adeptos, o azar (a bola que bate no poste e sai) etc.
Considero totalmente descabido e irrelevante discutir as variáveis menores quando as maiores estão erradas. Porquê? Porque as menores podem decidir jogos, mas são as maiores que decidem as épocas. É vital não confundir a obra prima do mestre com a prima do mestre de obras.

O SLBenfica poderia ter eliminado o SportingCP da Taça de Portugal - bastaria para tal que o árbitro mostrasse os cartões devidos aos jogadores do Sporting e tivesse a sorte do jogo - mas tal não implicaria que o SLBenfica teria necessariamente uma época melhor do que a que digo desde Junho que vai ter. Sim, até poderia ganhar a Taça de Portugal (quem está em prova está sempre sujeito a ganhá-la), mas não significaria que estaria no caminho correto. Para a prova que é o verdadeiro indicador, o campeonato, é necessário conseguir correr a maratona, não basta ganhar umas 4 ou 5 eliminatórias ou passar uma fase de grupos da Champions. Isso até um Beira-Mar ou um Schalke já conseguiram.

Estando as duas variáveis maiores fracas - o plantel do SLB é apenas razoável e o modelo de jogo fraco - há que perceber qual o caminho mais curto que nos conduz ao sucesso. Ou investimos 50M€ em jogadores de inegável qualidade e talvez algumas qualidades individuais consigam debelar fraquezas do modelo de jogo, ou então, investimos num treinador que consiga trazer a qualidade necessária para um modelo de jogo que funcione no campeonato português. Em anos anteriores a tarefa seria hercúlea, pois seria necessário conjugar os dois investimentos. Atualmente, o campeonato português está muito mais fraco e bastaria a segunda aposta. No entanto, já não está tão fraco como há umas décadas e já é necessária competência. E muita competência mesmo assim!

Um treinador estrangeiro é algo que não defendo pois o campeonato português é o que necessita de maior % de pontos a nível europeu e essa falta de contexto poderá originar um gap na exigência fatal do número de pontos a conquistar.
Assim sendo, há quanto a mim duas apostas de inegável qualidade e uma ligeiramente abaixo. Refiro-me a Vítor Pereira e Paulo Sousa, seguidos de Paulo Fonseca. Tudo o resto não será suficiente. Vítor Pereira será financeiramente inacessível (tal como já o foi no verão). Sobram Paulo Sousa e Paulo Fonseca. O 1º se quiserem um reinado, o 2º se quiserem aproximar-se da luta pelo título.


Perguntas de algibeira: RV já teve o tempo suficiente e que tantos adeptos em Junho exigiram ou vamos ter q continuar a aturar esta merda mais tempo? Não chega o record dos 60 anos? Não chegam as 6 derrotas em 16 jogos? Ah, já percebi... #aindapodeserpior

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Nervos 100, conteúdo 0

É este o resumo da conferência de imprensa de Rui Vitória. Dentro de campo afina pelo mesmo diapasão. Que o orgulho de ser benfiquista ajude a ultrapassar tudo isto!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Previsão SCP-SLB

Há ditados portugueses para todos os gostos. Para o derby de sábado, os sportinguistas dirão que não há duas sem três. Já os benfiquistas defenderão que à terceira é de vez.
Disse-me ontem uma das pessoas que mais respeito no que a conhecimento futebolístico diz respeito, que seria um jogo diferente. O Sporting é pela primeira vez assumidamente favorito desde há 7 anos e por isso o Benfica saberá que lhe cabe um papel mais expectante. Essa expetativa traduzir-se-á num papel mais defensivo e de contra-ataque, campo onde o Benfica de Rui Vitória tem hipóteses. Não só porque tem Gaitan e Jonas na frente, mas também porque a defesa do Benfica é muito melhor do que as defesas do Tondela, Arouca e companhias - com quem o Sporting teve imensas dificuldades para marcar.
Compreendo o ponto de vista e consigo aceitá-lo. No entanto, há quanto a mim algumas variáveis que podem fazer a balança pender para o outro lado. A motivação que o treinador leonino transmitirá aos seus jogadores está a níveis "vingativos" tal como esse será o grau de concentração de toda a equipa. Já no lado do Benfica o medo e a falta de rotinas (mais uma vez RV vai mexer no 11 - acho mesmo que vai mudar de tática - 4-3-3) poderão ajudar à festa leonina.
Um dos pecados do treinador verde-e-branco é a sobranceria. Por se tratar do primeiro jogo em casa contra o velho rival e por ser um jogo a eliminar, não me parece que sábado seja o dia em que esta aparece. No dia em que esta aparecer, e não faltará muito, o Sporting perderá. A não sei quantos meses de distância é demasiado arriscado dizer que aparecerá no jogo da 2ª volta em Alvalade, mas acho efetivamente que poderá ser aí - dependendo obviamente da situação no campeonato.
É triste chegarmos a um ponto em que após 2 campeonatos conquistados e 1 derrota em 14 derbies apenas conseguiremos ganhar se o adversário não jogar o que sabe, pois os nossos processos estão tão errados que qualquer bobo os evidencia a olho nú. Após não sei quantos anos sem sofrer um golo nos derbies em casa, agora podem-se fazer várias perguntas incómodas: será desta que o Benfica conseguirá obrigar o Rui Patrício a fazer uma defesa? O que acontecerá mais vezes: adversários isolados na cara de Júlio César ou cruzamentos para a área do SCP? Conseguiremos entrar com a bola controlada dentro da área do Sporting? Haverá linhas de passe para o portador da bola? E num verdadeiro apogeu haverá quem pergunte se será desta, quiçá, que marcaremos um golo?
Todas estas perguntas poderão ter a resposta que ninguém espera e que não sei quantos milhões anseiam. Eu sou apenas mais um desses porque afinal de contas estamos a falar de futebol e é essa ilógica que nos faz tão apaixonados por este desporto.
Eu entrava com Júlio César; André Almeida/Sílvio, Luisão, Jardel e Eliseu; Fejsa e Samaris; Guedes e Gaitan, Jonas e Mitroglu. E entrava para ganhar sabendo primeiro que tinha que defender.
Jogos da taça costumam ser o contrário: maior preocupação em marcar a originarem muitos golos...
Prognósticos?
Coração 1-2
Cabeça 2-0
E os vossos?